Mais de R$ 1 bilhão depositados em plataformas de apostas online já retornou aos clientes, de acordo com dados encaminhados pelas operadoras ao governo federal e noticiados pela Agência Brasil. Com os repasses efetuados após a proibição das apostas virtuais, a quantia remanescente recuou de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões.

Os valores restantes dizem respeito a cidadãos que não solicitaram o resgate por conta própria até 5 de outubro, data em que se encerrou o período de retirada voluntária. As instituições bancárias têm prazo até 14 de outubro para concluir as transferências. As estatísticas envolvem 22,5 milhões de usuários e 70,5 milhões de contas cadastradas.

Prazos e medidas judiciais

Segundo os registros oficiais, oito companhias do setor ainda não enviaram aos bancos as informações requeridas para viabilizar as devoluções. Em razão disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressará com ações na Justiça para obrigar a entrega desses relatórios. Se houver algum tipo de empecilho para o pagamento pelas instituições privadas, os saldos serão remetidos à Caixa Econômica Federal para execução dos repasses.

A maior parte dos créditos a pagar representa valores baixos: 90% das contas apresentam saldo inferior a R$ 1 e 97% têm quantias menores que R$ 10 pendentes de saque.

Bloqueio de conteúdos e plataformas ilegais

Paralelamente às restituições financeiras, ações governamentais resultaram na solicitação de bloqueio de 16.627 sites irregulares de apostas no período de 25 de setembro a 9 de outubro. No mesmo intervalo, foi solicitada a suspensão de 3.691 canais, perfis e servidores em redes sociais.

As vistorias identificaram 1.027 grupos no aplicativo Telegram, reunindo por volta de 18,5 milhões de participantes, além de 115 contas no TikTok que somavam 459 mil seguidores. Juntas, as publicações sobre apostas não autorizadas tinham alcance de aproximadamente 18,9 milhões de pessoas.

Com informações de Agência Brasil

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado pela redação.