O sistema de pagamentos instantâneos do país alcançou um marco expressivo em setembro, superando a marca de 1 bilhão de chaves Pix cadastradas, conforme informou o Banco Central.
Distribuição e tipos de registros
No encerramento do mês de setembro, o sistema somava exatamente 1,008 bilhão de registros ativos, apresentando alta em relação aos 998 milhões contabilizados em agosto. A expansão representa um acréscimo de aproximadamente 80 milhões de novos cadastros desde o encerramento de 2025, período que registrava 920 milhões de identificadores.
Do montante total de registros computados pela autoridade monetária, 956,7 milhões pertencem a pessoas físicas, enquanto 51,2 milhões estão associados a empresas.
Preferência por segurança e privacidade
Mais da metade dos cadastros efetuados consiste em chaves aleatórias, modalidade que possibilita o recebimento de valores sem a necessidade de expor dados particulares, a exemplo de CPF, número de telefone ou correio eletrônico.
A preferência dos usuários se reflete na divisão detalhada pelo Banco Central: as chaves aleatórias somam 526,8 milhões (52,3%), seguidas pelos números de celulares com 166,3 milhões (16,5%), CPF com 153,9 milhões (15,4%) e e-mails com 144,6 milhões (14,3%).
Base de usuários e limites
É importante ressaltar que o volume de identificadores não reflete exatamente a quantidade de cidadãos que utilizam a ferramenta. Como um único indivíduo tem a possibilidade de registrar múltiplos identificadores, a base totaliza cerca de 170 milhões de clientes ativos, englobando tanto pessoas físicas quanto jurídicas, o que resulta em uma proporção média de seis chaves por usuário.
As regras vigentes determinam que pessoas físicas podem registrar até cinco chaves por conta bancária, ao passo que as empresas têm o limite ampliado para até 20 registros por instituição. Cada identificador pode estar associado a apenas uma conta de cada vez.
Movimentação financeira e tecnologia
A expansão contínua no volume de cadastros caminha lado a lado com a alta demanda pelo uso do Pix nas transações cotidianas. Durante o mês de setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos processou 7,1 bilhões de operações, movimentando um montante aproximado de R$ 3,2 trilhões.
Embora o uso de identificadores facilite consideravelmente as operações, o procedimento não é obrigatório, sendo viável efetuar transferências por meio de dados bancários tradicionais ou códigos QR. O Banco Central segue monitorando o ecossistema e avaliando novas barreiras de segurança para coibir fraudes e tentativas de cadastros indevidos no sistema.
Fonte: Agência Brasil - Economia
