O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) solicitou a adoção de providências para garantir a segurança da deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), por meio do Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais. O pedido foi formalizado após a parlamentar denunciar ameaças de morte e de violência sexual sofridas na internet, segundo informações da Agência Brasil.
Relato de ataques virtuais
De acordo com Ana Elisa, os ataques se agravaram após a realização do primeiro turno eleitoral e foram intensificados pela propagação de notícias falsas. Diante da frequência das intimidações, a equipe da parlamentar optou por suspender uma de suas contas nas redes sociais. Ana Elisa afirmou estar em situação de vulnerabilidade e expressou temor por sua integridade física.
Ações de proteção e apuração
O MDHC informou que não detalhará as ações protetivas por razões de segurança. O plano será conduzido conjuntamente pelo Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais e pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas. O ministério solicitou à Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais uma análise de risco, integração com a inteligência policial e providências investigativas para identificar os autores dos ataques. A Secretaria e o Ministério Público mineiro não prestaram esclarecimentos sobre o caso à reportagem.
Trajetória da deputada eleita
Nascida em Divinópolis, no interior de Minas Gerais, Ana Elisa tem 21 anos, cursa Direito e atuava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho. Ela obteve mais de 524 mil votos, tornando-se a segunda candidata mais votada do estado, a mulher com maior número de votos na história mineira para a Câmara dos Deputados e a pessoa mais jovem eleita deputada federal no Brasil.
Com informações de Agência Brasil
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