Uma operação integrada foi estruturada pelo governo federal para conter o avanço dos incêndios florestais no estado do Amazonas, conforme informações da Agência Brasil. O estado contabilizou 1.380 focos de calor durante os dez primeiros dias de outubro, representando um crescimento de 271% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, quando houve 372 registros.
Reforço aéreo e mobilização de brigadistas
A força-tarefa conta com duas aeronaves KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), que chegaram a Manaus para iniciar os trabalhos em campo. O suporte aéreo também reúne quatro aviões modelo Air Tractor e dois helicópteros. No solo, a ação dispõe da atuação de 290 brigadistas federais mobilizados para o combate direto às chamas.
Além do apoio nacional, o governo de São Paulo enviou uma comitiva composta por 30 profissionais, sendo 25 bombeiros militares e cinco agentes da Defesa Civil estadual. O grupo seguiu para o Amazonas munido de equipamentos técnicos para colaborar nas frentes operacionais e na proteção de comunidades locais.
Reconhecimento de emergência e repasse de verbas
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) formalizou o reconhecimento de situação de emergência em 36 municípios amazonenses, procedimento adotado de maneira sumária após decreto assinado pelo governador Roberto Cidade. O ministro Waldez Góes viajou ao estado para acompanhar a coordenação das atividades e assegurou que todos os recursos e estruturas necessários serão fornecidos.
No aspecto financeiro, o MIDR apontou que R$ 45 milhões foram destinados ao Amazonas desde 2024 por meio do projeto ProAmazon para reestruturação do Corpo de Bombeiros Militar, dos quais R$ 34,7 milhões já foram transferidos e cerca de R$ 10 milhões permanecem aptos para movimentação. Nos últimos três anos, os repasses federais direcionados a socorro, assistência humanitária e recuperação de serviços no estado ultrapassam R$ 372 milhões.
Panorama dos focos de calor
Estatísticas do Painel do Fogo, mantido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), indicam que 1.186 das ocorrências detectadas nos primeiros dias de outubro aconteceram em terras públicas, 93 em imóveis privados e 101 em áreas com delimitação fundiária indefinida. Foram registrados ainda focos específicos em assentamentos federais (246), territórios indígenas (116) e unidades de conservação (97). Do total, 174 focos tiveram correlação confirmada com desmatamento.
Em reunião com autoridades na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o governador Roberto Cidade ressaltou que a fumaça observada na região decorre tanto das queimadas locais quanto de ocorrências em outras unidades da federação.
Com informações de Agência Brasil
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado pela redação.
