Negócios inovadores de base tecnológica têm a oportunidade de validar produtos diretamente no setor elétrico brasileiro por meio do Ciclo 5 do Inova Cemig.Lab. A iniciativa disponibiliza recursos de até R$ 1,6 milhão por projeto para que empreendedores criem ferramentas capazes de solucionar 13 gargalos práticos enfrentados no cotidiano da concessionária. As inscrições para a chamada ocorrem gratuitamente pela internet e seguem abertas até 1º de novembro de 2026.
Foco em operação, automação e inteligência de rede
O conjunto de demandas prioritárias desta fase concentra-se na eficiência da infraestrutura elétrica. A companhia busca soluções voltadas ao uso analítico de dados para antecipar o perfil de consumo e recarga de veículos elétricos, melhorando o planejamento da malha de distribuição. Também estão no radar ferramentas para cálculo automático do tempo estimado de restabelecimento de energia, plataformas preditivas para equipes de campo e tecnologias aplicadas à manutenção de usinas geradoras.
Outros eixos do programa contemplam a diminuição de desligamentos programados, a automação de rotinas internas, suporte a questões jurídicas e contratuais, além de estudos ambientais direcionados à expansão da rede.
Para o superintendente de Inovação e P&D da Cemig, Felipe Cardoso Reis, o programa permite que a inovação esteja diretamente conectada às necessidades do negócio.
“Os desafios são problemas identificados por quem opera o sistema elétrico e pelas áreas que dão suporte a essa operação. A inovação aberta nos permite buscar no mercado competências, tecnologias e novas formas de resolver questões que impactam a eficiência dos processos, a qualidade do serviço e a experiência dos nossos clientes. A startup entra com sua capacidade de inovar e a Cemig oferece a oportunidade de desenvolver e testar essa solução dentro de uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro”, afirma.
Contrato inovador viabiliza aplicação prática em 12 meses
A jornada de desenvolvimento está estruturada no formato de Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), instrumento fundamentado no Marco Legal das Startups. O cronograma prevê um ano de execução dividido em três etapas: um trimestre inicial voltado à prova de conceito, seis meses de piloto em ambiente real e mais três meses dedicados ao rollout da solução.
Um dos diferenciais do modelo é a possibilidade de contratação direta posterior: caso a etapa de testes atinja os parâmetros de sucesso previstos em edital, a Cemig pode formalizar o fornecimento em escala dispensando nova concorrência licitatória.
“A inovação só gera valor quando consegue ultrapassar a etapa da experimentação. O programa foi estruturado para que a startup possa validar sua tecnologia diante de um problema concreto, testar a solução em ambiente real e, havendo sucesso, criar condições para que ela possa ganhar escala. Ao mesmo tempo, estamos estimulando o desenvolvimento de soluções que podem gerar valor não apenas para a Cemig, mas para todo o setor elétrico”, destaca Felipe Cardoso Reis.
Critérios de elegibilidade e etapas da seleção
A convocação é voltada a empresas com até dez anos de registro no CNPJ e faturamento bruto de até R$ 16 milhões no ano-calendário anterior. O custeio das iniciativas é viabilizado por meio do programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O processo avaliativo inclui uma fase classificatória, seguida por Pitch Day e um Bootcamp de imersão com o corpo técnico da Cemig para refinar as propostas antes da assinatura dos contratos.
Fonte: Agência Minas
