O candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, participou nesta sexta-feira (9) de um evento de campanha na Barra da Tijuca, zona oeste carioca. Ao lado do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ), candidato a governador do estado, o parlamentar afirmou que ambos estão unidos para combater a criminalidade.
Encontro com apoiadores e declarações
O ato político ocorreu na Ilha Itanhangá, reunindo políticos e apoiadores. Durante conversa com jornalistas no intervalo da agenda, o candidato direcionou críticas aos criminosos: Aos narcoterroristas de Comando Vermelho, PCC e milícias que estão aqui no Rio, estão em São Paulo, estão em todo o Brasil.
Na ocasião, o postulante ao Planalto classificou como boatos os rumores sobre uma possível privatização da estatal petrolífera e confirmou que está conversando com outras legendas após receber o apoio do candidato derrotado à Presidência Augusto Cury (Avante).
Defesa de programas sociais
Rebatendo críticas sobre cortes em benefícios, o senador garantiu a continuidade das iniciativas de assistência do governo e classificou as acusações como desinformação. Há várias mentiras circulando. Uma delas é que eu acabaria com o Bolsa Família. Isso é mentira, declarou o candidato.
A campanha também enfrenta questionamentos sobre propostas de ajuste fiscal e cortes de gastos públicos discutidos por sua equipe econômica. Enquanto aliados debatem reduções orçamentárias e enxugamento da máquina estatal, a equipe nega que tais medidas representem a plataforma oficial do candidato.
Histórico político e ligações
O evento também colocou em evidência as trajetórias e conexões políticas dos aliados. Douglas Ruas é filho de Capitão Nelson (PL), prefeito de São Gonçalo, cujo nome apareceu no relatório final da CPI das Milícias da Alerj em 2008 como suposto líder na região, embora ele negue as acusações.
Por sua vez, o passado político de Flávio Bolsonaro inclui episódios como a proposta de moções de louvor e condecorações a Adriano da Nóbrega na época em que atuava como deputado estadual, além de questionamentos sobre a presença de familiares do miliciano em seu gabinete e a destinação de emendas parlamentares.
Fonte: Agência Brasil - Política
