Minas Gerais registra US$ 32,7 bilhões em exportações até setembro

As vendas externas de Minas Gerais alcançaram o patamar de US$ 32,7 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, garantindo ao estado a posição de terceiro maior exportador do país e uma fatia de 11,5% de toda a comercialização internacional brasileira.

Superávit e desempenho do comércio exterior

No acumulado dos nove primeiros meses, a balança comercial mineira registrou um superávit de US$ 17,4 bilhões, enquanto as importações totalizaram R$ 15,3 bilhões. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) apontam que o ouro liderou as exportações do período, registrando um incremento de US$ 1,1 bilhão em relação aos nove primeiros meses de 2025.

“Minas se mantém como um dos principais exportadores do Brasil, o que demonstra a força do comércio exterior mineiro e a valorização dos nossos produtos no mercado internacional”, destaca a diretora de Promoção de Exportações e Comércio Exterior da Sede-MG, Laís Fagundes.

Liderança nacional em café, ouro e ferro-ligas

Apenas no mês de setembro, o território mineiro movimentou US$ 3,5 bilhões em embarques, respondendo por 10% das exportações do Brasil e fechando o mês com saldo positivo de US$ 1,4 bilhão. O estado destacou-se como o maior exportador brasileiro de café (US$ 921 milhões), ouro (US$ 363,5 milhões) e ferro-ligas (US$ 226,4 milhões).

As negociações internacionais alcançaram 155 mercados diferentes, tendo a China como principal destino (29,9%), seguida por Estados Unidos (11,0%) e Itália (5,1%). No total, 253 cidades mineiras registraram vendas para o exterior em setembro, com protagonismo para Varginha, Nova Lima, Araxá, Paracatu e Guaxupé.

Panorama das importações mineiras

No setor de compras internacionais, Minas Gerais importou US$ 2 bilhões em setembro, representando 7,6% do total nacional e ocupando a quinta colocação entre os estados que mais trouxeram produtos de fora. A pauta de importação foi liderada por produtos imunológicos, veículos de carga e passageiros, aeronaves e medicamentos. A China continuou como a principal fornecedora, concentrando 22,9% das aquisições do estado, cujos desembarques foram pulverizados principalmente entre Extrema, Uberaba, Betim, Belo Horizonte e Juiz de Fora.

Fonte: Agência Minas